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Grandes Viagens
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“Danzing”, a magia da Idade Média!

Eu tinha feito a Mazuria e a Pomerânia Oriental, províncias do Norte da Polónia, além de ter contornado o enclave de kalinegrado (Rússia). Atravessara assim, uma região de lagos e estâncias balneares excelentes para chegar a Gdansk, a terceira cidade polaca. Tal como Varsóvia ou Cracóvia, esta é atravessada pelo rio Vístula, um curso de água que nasce nos Cárpatos e que percorre grande parte da Polónia. Eu ficara instalado no 6º andar do Hotel Kubus, com duas águas furtadas viradas para o centro histórico! Trata-se de uma cidade medieval, mas com edifícios restaurados após a segunda guerra mundial. Tem cerca de 1 milhão de habitantes, um porto de mar e os famosos estaleiros do “Solidariedade”. Para quem não a conhece bem, a velha “Danzing” apelidada pelos prussianos, tem um núcleo histórico muito rico, enquadrado entre a “Porta Verde” e a “Porta Dourada”! O casario multicolor, a variedade de estilos arquitectónicos e as suas igrejas conferem-lhe um charme especial, que advém das épocas de comércio vivo e grande esplendor mercantil hanseático. Entre portas, está a Praça do Mercado, a Casa de Artus, o fontanário de Neptuno, a Câmara Municipal com a sua torre altaneira e relógio de sol e ainda a Torre da Prisão. Começando pela Porta Verde, esta é um exemplo da arquitectura flamenga, do maneirismo holandês com a sua tijoleira avermelhada. Os holandeses que em tempos recuados vinham da Flandres, chegavam a Danzing para recolher cereais e deixavam os ladrilhos vermelhos e castanhos que permitiram a construção dessa porta. Recorde-se que estamos numa cidade portuária, e que a Polónia, segundo Bismark era o celeiro da Europa! No casario interior, observam-se construções barrocas de rococó, renascentistas toscanas e modernistas. Pode-se ainda ver a bolsa da época hanseática, a catedral gótica de Sª Maria, com a sua enorme torre, os cafés Ferber e Costa, etc. O ecletismo marca esta fusão de estilos arquitectónicos. Fora da antiga fortificação, há o canal Motlawa, onde é possível visitar um dos símbolos da cidade medieval, a grua. Este edifício levantou as cargas dos barcos medievais e a sua actividade estendeu-se até ao século XVlll. No entanto, Gdansk ou “Danzing” não é só história do passado! Junto aos estaleiros do Solidariedade, existem três cruzes gigantes de 42 metros de altura, com âncoras que pesam 42 toneladas e que representam as 42 pessoas que caíram mortas, assassinadas pelas milícias soviéticas e isto, é história do presente. Nestes estaleiros trabalham agora 3000 pessoas, quando já chegaram a trabalhar 20000 pessoas. Daqui parte-se para a igreja de S. Nicolau, espaço que não fora destruído pelos soviéticos por se tratar de uma igreja ortodoxa. Pode-se ainda visitar a igreja de Sª Brígida, com muitos traços de neo-modernismo, onde os activistas do Solidariedade se reuniam durante o tempo difícil dos soviéticos. E numa colina da cidade, vislumbra-se a Torre do Relógio, que pertenceu a Hitler, no tempo do nazismo. Os arranha-céus da cidade contornam todo o centro histórico e são a parte nova do urbanismo, surgindo aí, estradas largas, trilhos dos “trolley bus”- eléctricos de Gdansk, as bicicletas de sete lugares e um tráfego denso de automóveis. Todavia, Gdansk funciona como uma cidade tripla, é o famoso “Trojmiasto”, que inclui ainda Sopot e Gdynia. Sopot é uma estância balnear do Báltico e Gdynia é apreciada pelo seu porto comercial! Na primeira, deve-se visitar a igreja de oliwa (Sª da Oliveira), para assistir a um concerto de órgão, concerto único no mundo, o seu “Grande Hotel”, onde estiveram hospedados Hitler ou Charles de Gaulle, o jardim paisagístico, o casino, a praia e o maior molhe do mundo situado no golfo de Gdansk. Na segunda, pontificam blocos residenciais e toda uma área comercial. Voltando ao coração de “Danzing” (Para os alemães), é importante observar os resquícios das fortificações da Ordem dos Cavaleiros Teutónicos, a Torre da Palha, o Museu Marítimo, a Casa da Tortura e o barco pirata para excursões. Na cidade principal, também há a igreja de Pedro e Paulo, uma mesquita que advém dos tártaros (oriundos de Kazan), o Museu de Copérnico (Polaco, oriundo de Torum), a rua das lojas de âmbar e o edifício dourado da Armada. São motivos de sobra para se conhecer esta grande cidade báltica, que tem carreiras regulares de barco para Estocolmo, Helsínquia, Tallin ou Riga. Lembro que passei mesmo em frente à casa de Lech Wallesa, situada entre Sopot e Gdansk, falo do Ex-Presidente da Polónia e líder histórico. Reparei ainda que por estas paragens, já existem muitos investimentos portugueses, como a “Biedronka” – a Joaninha de Jerónimo Martins (cadeia de supermercados), a Mota-Engil na construção de estradas ou o Banco BCP Millenium. Gdansk tem a magia da idade Média, mas também a modernização, rumo ao futuro! Apesar, de ainda ser possível observar alguns vestígios da destruição nazi, aquando da segunda guerra mundial, a reconstrução foi possível por fotografia e pelas descrições dos sobreviventes. Gdansk é uma cidade nobre, hanseática e de requinte inesquecível!                      Paulo Dias 

   Da Baía de Sidney às Blue Mountains

 Baía de Sidney

Sidney é a capital da Nova Gales do Sul e esta cidade australiana dispõe de uma enorme baía, recortada por muitas reentrâncias, onde surgem pequenas marinas particulares que dão acesso a belas vivendas e a grandiosas mansões. Existem muitas casas da época vitoriana, com grades de ferro rendilhadas(O maior trecho do mundo!). Dois locais significativos junto à grande baía são a Ópera House e a Harbour Bridge. O primeiro é um monumento que lembra as velas de um grande barco (Obra de um arquitecto dinamarquês) o segundo é uma ponte metálica rodoferroviária (Com 6 faixas para veículos e 2 para comboios/metropolitano), sendo possível subir ao topo do seu imponente arco. Próximo desta ponte, encontra-se a grande marina (Docklands), onde eu embarquei num belo catamaran, para passear a bordo e deslumbrar-me com a paisagem urbana, o seu skyline, os seus jardins, os maravilhosos parques e as magníficas praias. O cruzeiro na baía foi desfrutado com um repasto de luxo, destacando-se lagosta suada e ostras, camarão e salmão fumado, sushi e tartelli,  carne de ema, salames, saladas, futas como lichias, papaias, ananás, mangas etc. Ao longo da baía vi a casa do 1º ministro da época – John Howard, a vivenda da actriz Nicole Kidman e até o lugar onde a Sª Macquarie se sentava à espera dos barcos que vinham de Inglaterra no século XlX. A entrada da grande baía é marcada pela baía de Watson, de onde saem os grandes veleiros da regata anual Sidney-Hobart. Recordo que fiquei hospedado no Hotel “Four Points” em Sussex Street, contíguo  a “Darling Harbour”, uma marina excepcional, com bares a toda à volta, onde se ouvia noite adentro, a famosa música dos piers (cais), além de ter um oceanário e um museu marítimo. As principais artérias do C.B.D. são S.George Street, S.Pit Street e King Street. Estas avenidas levam-nos à estação de comboios, ao cais dos ferries e à City Home (Prefeitura). Muitas avenidas tomam o nome de influência inglesa como Regent Street, Kent Street, York Street ou toda a área de Liverpool. Nesta exuberante cidade percorri grandes espaços através de um monocarril e fui à zona dos portugueses, passando pelos restaurantes portugueses – “Nando”, o “Galo” e “Oporto”, além de uma igreja fundada pelos portugueses conhecida por Estrela do Mar. O primeiro restaurante referido, introduziu na Austrália o pastel de nata, e hoje produz para os “aussies”, cerca de 70000 pastelinhos de Belém por semana. Aproveitei ainda para conhecer, o Banco da Commonweath, as galerias David John´s (Espécie de Harrolds de Londres), S. Martin Place, o jardim dos papagaios com idosos a jogar xadrês no chão, a catedral de St. Andrews, o jardim botânico e a enorme Torre de Sidney, a qual subi ao seu topo para uma vista panorâmica ímpar, que na minha vida só teve paralelo quando subi às desaparecidas Twin Towers  em Nova Iorque (World Trade Center) ou a Grande Torre de Toronto (Canadá). Mas, se sairmos desta megalopólis em direcção a Oeste, passámos pelo mercado do peixe e pela ponte Anzac (Anzac, é o nome em memória das forças militares de australianos e neozelandeses, aliados dos ingleses, que combateram na 1º Guerra Mundial contra os turcos, na célebre Batalha de Galipoli, onde pereceram milhares, que estão sepultados num cemitério turco). A primeira paragem a caminho das Blue Mountains foi no Parque Selvagem de Featherdale, para observar cangurus, wallabies, koalas, emas, cassuárias, diabos da Tasmânia, crocodilos de água salgada, wombats, dingos, iguanas, calaus, tartarugas, pitões etc. Os principais marsupiais da Austrália são os cangurús, os wallabies e os koalas. Os cangurus e os wallabies têm o marsúpio voltado para cima, sendo este simultaneamente útero e mama da cria pequena. Os koalas têm o marsúpio voltado para baixo. E porquê? Alimentam-se unicamente de curtas folhas de eucalipto que contêm muito óleo, sendo lançadas as fezes por gravidade pelo dito marsúpio. As crias koalas alimentam-se dessas fezes, onde o óleo de eucalipto já está dissolvido. Todos estes bichos têm hábitos nocturnos e não são caçadores. Depois da visita ao parque, ainda deu para conhecer a caminho de Katoomba (Blue Mountains), o Estádio Olímpico, agora rebaptizado com o nome de Estádio Telstra (Principal Operadora de Telecomunicações do país), a aldeia olímpica, o Arena para a natação, o campo de Hóquei, etc. Todo o recinto é alimentado por painéis solares que iluminam também os apartamentos dos atletas. Na área envolvente à cidade olímpica, vêem-se também muitas casas coloniais! Continuando em direcção a oeste, acerca de 100km de Sidney, chega-se às Montanhas Azuis. Chamam-se azuis devido à enorme evaporação de água conjuntamente com óleo de eucalipto para a atmosfera, havendo assim uma reflexão de luz, que decomposta dá a cor azul do prisma óptico. Parou-se em Echo Point para observar o Vale de Jameson e todo o relevo residual com cornijas de origem sedimentar (arenitos). Viram-se as “Três Irmãs”, formações rochosas dessas montanhas esplêndidas. Há uma lenda aborígene sobre a formação dessas estruturas rochosas. Ela diz que existia um curandeiro muito respeitado pela tribo (Gulapa) que ia recolher umas ervas ao Vale de Jameson e deixava as suas três filhas lá no alto, pedindo-lhes para respeitarem o espírito do vale. Como eram crianças , faziam barulho e o espírito apareceu para castigá-las, o pai curandeiro apercebeu-se e com um bastão mágico transformou-as em três rochas, salvando-as do espírito do vale. Este último, transformou o curandeiro em lira, deixando cair o bastão que nunca mais encontrou e por isso, o pássaro- lira procura o bastão e as rochas nunca mais se transformaram. Foi aqui no Echo Point que eu comprei um boomerang a um aborígene. Depois de comer uma sanduiche de cogumelos, desci através de um comboio numa escarpa, para um passeio no Parque Nacional das Montanhas Azuis. A descida foi acidentada, até parecia que estava a imitar o “Crocodilo Dundee” ou o “Indiana Jones”. Atascado pela lama dos caminhos, as botas estavam muito sujas, mas nunca perdi a coragem para conhecer lugares virgens, para observar fetos jurássicos, liliáceas, aves selvagens, eucaliptos gigantescos, melaleucas, fincas, termiteiras, próteas, rodoendros etc. A seguir, a subida ao Echo Point fez-se de teleférico de forma mais calma! Saído de katoomba, chega-se a Leura, na base das Montanhas Azuis. Esta pequena cidade é conhecida pelas casas coloniais, pelo bom chocolate e pelo bom café expresso. Regressando à gigantesca Sidney, sugere-se a visita à parte Norte da cidade. Começa-se pela praia da Península de Manly, parecida com Samil em Vigo (Espanha), vislumbrando-se a caminho desta, recintos para jogar rugby, críquete, ténis, voleibol, golfe etc. Passa-se pela zona mais cara da cidade – “Sea Forth”, onde as casas têm curiosamente muros baixos, porque não há roubos. Constata-se que o nível de insegurança em Sidney é zero! Depois de Sea Forth, chega-se a Curl-Curl, onde os surfistas se deliciam com as grandes vagas de mar. Curl deu o nome a uma marca de roupa australiana, exactamente Rip Curl! Nestas praias do Norte, o tubarão branco ataca normalmente uma vez por ano e os surfistas usam um repelente com um cheiro parecido a urina, embora existam patrulhas ao largo que colocam enormes redes, para evitar a passagem destes terríveis predadores. Outra praia de grande carisma nesta zona é Bondi Beach, tipo uma “Biarritz” à moda australiana, com casas muito bonitas, escolas de surf, restaurantes, um lindo areal e piscinas embutidas nas rochas. De volta ao coração da cidade é imperdível a visita ao jardim de St. James, à igreja católica de Sª Maria, ao Hyde Park da cidade, a Rose bay, ao bairro italiano em Parramata, à biblioteca, ou toda a área de Paddington etc. A cidade tem cerca de 220 Km de extensão e uma área de 6000Km2 e é considerada uma das mais bonitas do mundo! Do aeroporto de Woolooroo chega-se a Auckland (Nova Zelândia) em 3 horas, uma cidade muito parecida a Sidney, diria gémea, com uma grande marina e uma grande Torre de observação. Mas, o que guardo de maior destaque, na maior cidade da Oceania é o “Oz Trek” e o “Skywalker”,  que foram experiências inesquecíveis na Torre de Sidney. No “Oz Trek” temos um simulador que nos faz circular por toda a Austrália, passando pela Grande Barreira de Coral, pelos desertos de Gibson, Vitória e Simpson, pelo Ayers Rock e o outback australiano, o desfiladeiro de King´s Rock, a floresta tropical de Kuranda, os pântanos e os “billabongs”, o rio Murray-Darling, as montanhas, toda uma variedade paisagística notável. No “Skywalker”, andámos a pé, amarrados à vida por um “sopro de vento” e no ponto mais cimeiro da Torre, numa estrutura metálica circular, onde não se pode ter minimamente vertigens, pois uma queda ou um deslize significam o salto de uma altura próxima dos 200m e só a corda  que nos prendem antes, nos salvará de um esborrachamento medonho e de um “cagaço” do tamanho do mundo! É muita adrenalina nesta experiência nos céus de Sidney! Mas, valeu a pena o risco, hoje voltaria a repetir o Skywalker para deslumbrar-me novamente com a extensão da maravilhosa baía, da grandiosa cidade, das belas praias e do Parque Nacional da Floresta de Sidney Harbour.     Paulo Dias

  Montanhas Azuis

Montanhas Azuis-Nova Gales do Sul-Austrália